Setembro Amarelo e a valorização da saúde mental
- Comercial Agronômica

- 30 de set. de 2020
- 3 min de leitura
Atualizado: 5 de abr. de 2021
Quando falamos de setembro é impossível não lembrar das datas históricas, mas também é um dos meses de campanhas que visam a saúde e bem-estar intitulando como Setembro Amarelo, o qual o foco é o combate ao suicídio e o auxílio aqueles que sofrem de algum tipo de transtorno mental, que segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM, 98,6% dos cerca de 12 mil casos de suicídios no Brasil, tem causas relacionadas a transtornos mentais.
Segundo o psicólogo Allyson Albert Maia, formado pela UFC e com com especialização em cancerologia, que trabalha com psicologia analítica e faz parte do quadro de funcionários do Instituto do Câncer do Ceará (ICC), muitos seriam os sintomas de transtornos mentais, e no casos ditos como depressão, não seria a profunda tristeza ou melancolia o seu principal, mas sim a avolia, ou seja, uma extrema perda da vontade de fazer ou executar qualquer atividade das mais básicas as necessárias.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde-OMS, a saúde mental não é apenas algo relacionado a ausência de doenças, mas ao bem-estar físico, mental e social, uma combinação difícil de ser alcançada e que necessita de autoconhecimento. Para Allyson Maia “olhar para suas questões pessoais, olhar onde cada coisa te toca, cada coisa que te incomoda ou te faz feliz é ter uma chance de se autoconhecer. Porque isso é cuidar de saúde mental”. Esse chamado a se voltar ao seu interior e procurar ajuda profissional não só por sentir-se “doente”, mas se encontrar e descobrir mais sobre si e sobre o que sente.
Nesse sentido, os hobbies e atividades relaxantes são importantes aliados do tratamento psicológico e no autoconhecimento, pois atuam como algo prazeroso a quem vive imerso em apatia e desperta o interesse para gerar significância as atividades. Como por exemplos a jardinagem e a horticultura, que são citadas desde o século 18 como atividades que não só permitem gerar um local de paz mas também de organização para a mente e as emoções.
Dentre os exemplos mais significativos dessas atividades temos o do pintor holandês Vincent Van Gogh, o qual sofria de distúrbios mentais que o levaram a se internar por conta própria em uma clínica na França, usava de seu tempo livre para admirar os jardins e produzir suas mais belas obras. A Garden Therapy ou hortoterapia faz com que os pacientes e praticantes se tornem imersos na natureza, ocupando suas mentes com o contato com a terra e as plantas.
“Exercer atividades para o ser humano é sempre estar de alguma maneira conseguindo expressar aquilo que sente, e isso, é fundamental para elaborar o sofrimento dele”, que ainda segundo o psicólogo Allyson Maia, auxilia no enfrentamento do problema, e dentro da perspectiva da jardinagem e da HortoTerapia, permite uma vasta gama de atividades que ativam os cinco sentidos e permitem a mudança do ambiente de diversas formas.
O paisagismo, de forma funcional cria ambientes de relaxamento, onde seus criadores têm total liberdade para transformá-los em algo que gere significância naquele momento combinando cores, texturas e formatos. Esses espaços não precisam ser grandes, pois plantas ornamentais e hortaliças podem ser cultivadas em praticamente qualquer área, tomando certos cuidados com o que cada planta exige, tendo a possibilidade de ter sempre um cantinho verde.
“A tristeza e a ansiedade são sentimentos normais do ser humano e que vão requerer um cuidado apenas quando estão em níveis exagerados ou recorrentes’’ comentou Allyson, e neste contexto precisamos tornar comum o hábito de nos conhecer e preocupar com nossa saúde mental para perceber quando a ajuda é necessária, pois apesar de um mês inteiro dedicado a isso ainda temos medo e vergonha de nos conhecer e buscar auxílio.
A Garden Therapy e HortoTerapia são maneiras de se autoconhecer e descobrir novos gostos por meio de um contato com a natureza, de uma alimentação mais saudável e do aproveitamento de espaços antes não utilizados como novos locais de atividade e descanso, mas que não substituem o tratamento psicológico. Já pensou em como o seu jardim pode te refletir? Já pensou em conversar com uma pessoa especializada sobre o que sente? Se ainda não, saiba que sempre é tempo para mudar.
Escrito por Wesley Moura, Consultor de Vendas Agronômica
Editado e revisado por Lucas Chaves, Assessor de Marketing Agronômica
A Agronômica agradece ao psicólogo Allyson Albert Maia, pela disponibilidade e gentileza em conversar conosco sobre esse assunto tão importante.
ALGUNS LOCAIS QUE OFERECEM AUXÍLIO À SAÚDE MENTAL EM FORTALEZA GRATUITAMENTE OU A VALORES ACESSÍVEIS:
CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (CAPS) Prefeitura de Fortaleza:
INSTITUTO RAÍZES:
CLÍNICA ESCOLA DE PSICOLOGIA DA UFC:
CLÍNICA ESCOLA DE PSICOLOGIA DA UNIFOR-NAMI:
INSTITUTO BIA DOTE
REDE DE ACOLHIMENTO EMOCIONAL CONVIDA:
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