Pandemia x Escoamento da Produção: Uma visão do mercado pela Agronômica
- Comercial Agronômica

- 17 de ago. de 2020
- 2 min de leitura
Atualizado: 5 de abr. de 2021
Da agricultura familiar ao agronegócio, o Brasil desde que colonizado, sempre foi um grande produtor agrícola, tendo o setor gigantesca relevância na composição das riquezas do País. Seu ponto fraco, no entanto, está na distribuição e escoamento destes produtos que precisam sair do campo para abastecer as grandes cidades. A industrialização no Brasil, que teve como momento decisivo as décadas de 50 e 60 com a indústria automobilística, acabou favorecendo a implantação de rodovias em todo o país em detrimento de linhas ferroviárias que se "capilarizavam" nos interiores e outros modais que foram mais eficientes dentro do território tão vasto e diverso como o brasileiro.
Tal ineficiência logística traz uma série de danos ao produtor, que acaba tendo perdas, problemas com descarte, desperdício de alimentos e prejuízos econômicos. Ao longo das últimas décadas, soluções foram pensadas para compensar tais prejuízos: melhoramentos genéticos, embalagens anatômicas, produtos com cascas mais resistentes e medidas para que ganhem mais tempo na prateleira. Nenhuma delas, no entanto, previa soluções para um contexto pandêmico.
No combate à pandemia do novo Coronavírus (COVID-19), sem vacina e tratamento comprovado, os órgãos responsáveis estabeleceram o isolamento social como forma mais eficaz de reduzir o contágio e salvar vidas. Para que o plano funcione, uma série de medidas sanitárias têm sido tomadas como forma de diminuir aglomerações, incluindo o fechamento do comércio não essencial (bares, restaurantes, shoppings e até escolas), o que trouxe mais uma série de dificuldades e desafios para o setor agrícola, principalmente para pequenos e médios produtores, que vivem do que conseguem comercializar.
A Agronômica fez uma pesquisa entre abril e junho deste ano com diversas empresas e movimentos de todo o Brasil. Todos relataram, em suas regiões, que a pandemia piorou o cenário de distribuição local de alimentos. No entanto, em Quixeramobim, aqui no Ceará, encontramos pequenos produtores que, em associação, articularam-se e criaram uma feira virtual, vendendo seus alimentos a partir de um site e aplicativos de mensagens. O site contava com um cardápio dos produtores, incluindo produtos in natura, geleias, doces, laticínios, tudo com as devidas medidas de segurança sanitária.
Agora em agosto, pudemos perceber o aumento das vendas de produtos agrícolas, principalmente no varejo, a adaptação dos restaurantes aos serviços de Delivery, adoção de um estilo de vida mais saudável, e outras tendências de consumo que fizeram com que o varejo de frutas e hortaliças crescesse 20% durante a pandemia. O agronegócio, por sua vez, marcou produções recorde de grãos e, em julho, representou mais da metade das exportações brasileiras, reabastecendo países que sofreram/sofrem com desabastecimento durante a pandemia.
Pode-se concluir que os modelos de negócios buscaram se adaptar ao momento e com o agro não foi diferente. Novos mercados, novas soluções, novos mundos para explorar. O agro está crescendo e inovando em pequenas, médias e grandes soluções, e nós da Agronômica nos preocupamos em entender como esse fenômeno pode impactar a produção agrícola regional e buscamos, a partir disso, oferecer a melhor solução em consultoria urbana, rural, presencial ou remota.
Escrito por Iago Vila Nova, Consultor de Projetos Agronômica
Editado e revisado por Lucas Chaves, Assessor de Marketing Agronômica
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